Não seria eu, se andasse com um sorriso na cara estampado, como um bobo da corte.
Não seria eu, se andasse tão amargurada, tão triste, tão pessimista, sem forças.
Não seria eu, se fosse tão doce, tão amarga, tão efusiva, tão grossa, tão carinhosa.
Não seria eu, se não tivesse minhas loucuras, minhas mudanças de humor.
Será eu, quando ficar calada e olhando ao meu redor e ao mesmo tempo, passando milhões de coisas em minha mente.
Será eu, no dia que me calar, por não saber falar o que o coração grita.
Será eu, quando não me entenderem, ou eu mesma não me entender.
Será eu, quando viver de música, em um paraíso, sem muita coisa para pensar, vivendo de amor.
Será eu , quando me libertarem e deixar minhas emoções tomarem conta de mim. Me entregar.
Não seria eu, se não parasse para escrever, em uma noite sem muitas estrelas, tentando mais uma vez por a mente em ordem e me entender.
Haja vista, que já estou simplesmente desistindo de me encontrar.
Quando será eu?
Quando não será eu?


